Por Paulo Monteiro Júnior

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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Parlamentares de Pernambuco discutem soluções para cenário de violência nas escolas

Audência pública na ALEPE. Foto: Roberta Guimarães disponível no portal da ALEPE.

Mais da metade das crianças e adolescentes de 67 escolas brasileiras sentem-se inseguras no local em que estudam. Esse é um dos resultados da pesquisa apresentada pela organização não governamental (ONG) Visão Mundial em audiência pública realizada na manhã desta quarta (19), na Alepe, sobre a violência no ambiente escolar. Promovido pela Comissão de Educação e pela Frente Parlamentar em Defesa da Primeira Infância, o evento contou com a presença de deputados, gestores públicos e especialistas do terceiro setor.
O levantamento, realizado em 2018, mostra dados do Recife e de outras seis cidades do País. A sensação de insegurança é maior entre crianças e jovens com deficiência, negros e do sexo feminino. Dos entrevistados, 84% afirmaram ter presenciado brigas entre alunos no colégio. Cerca de um terço deles relata sofrer ameaça, abuso físico ou xingamento na escola e têm aulas canceladas em razão de tiroteio ou confusão no entorno de onde estudam.
A coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa da Primeira Infância, deputada Simone Santana (PSB), destacou que debater o tema é importante para aprimorar as políticas públicas voltadas ao ambiente escolar. “A violência nas escolas depende de múltiplos fatores, desde a convivência familiar, o caminho até o colégio e estigmas sociais”, observou a parlamentar.
Karina Lira, assessora nacional de proteção à infância da ONG Visão Mundial, propõe que as soluções devem partir de uma ampla articulação. “A escola precisa responder juntamente a uma rede de proteção composta por assistência social, apoio socioeducativo, saúde, conselho tutelar e a própria Justiça. Essas instituições podem fazer o trabalho de pensar aquele território, com ações de prevenção e também de identificação e suporte às crianças que já são vítimas da violência identificadas no âmbito escolar”, acredita.
Nesse sentido, o deputado Delegado Erick Lessa (PP), enfatizou que uma das principais medidas para a redução da violência nas escolas deve ser o fortalecimento dos conselhos escolares. Já Romário Dias (PSD), que preside a Comissão de Educação, acredita que os parlamentares, por meio do colegiado, devem procurar caminhos para enfrentar o problema. “Pretendemos providenciar, em agosto, uma nova reunião com a presença de representantes do Ministério da Educação porque acreditamos que o MEC não está entendendo ainda as necessidades do País”, informou.
Também participaram do encontro Dulcicleide Amorim (PT), Juntas (PSOL), Professor Paulo Dutra (PSB), Sivaldo Albino (PSB), Teresa Leitão (PT) e William Brigido (PRB).
Plenário – À tarde, Simone Santana repercutiu a audiência pública em discurso na Reunião Plenária. Além da representatividade da reunião, ela destacou os relatos feitos por crianças e adolescentes sobre bullying, homofobia e discriminação racial. A deputada sugeriu que o Projeto de Lei n° 126/2019, de autoria dela, para obrigar serviços de saúde a notificar casos de violência autoprovocada, poderia ser ampliado para as escolas.
“Estamos inseridos até as raízes em uma cultura de ódio e violência, que não vai ser resolvida com mais ódio e violência, muito menos com armas. Somente a construção em rede de uma cultura de paz vai criar as condições necessárias para que esses jovens se desenvolvam no máximo de seu potencial, sem o flagelo de que são vítimas hoje”, afirmou a socialista.
Fonte: Portal ALEPE


sábado, 5 de novembro de 2016

Agrestina é destaque na superedição de fim de semana do Diário de Pernambuco

   
Créditos: K9 Produções 

   Município com população estimada em 24 mil habitantes, figura entre as cidades pernambucanas que mais conseguiram alocar recursos através de emendas parlamentares no Congresso Nacional. 
Em época de crise, com cortes no orçamento, ir em busca de recursos junto a parlamentares, tem sido uma saída para realização de obras nos municípios de pequeno porte. Infelizmente, poucos gestores procuram os parlamentares federais para conseguir recursos para melhorias nos municípios. 
   O Diário de Pernambuco na superedição de fim de semana, destaca que apenas 50 municípios estão na rota das emendas parlamentares e conseguiram  alocar recursos no orçamento da união para o ano de 2017. 
  Na matéria publicada no Diário de Pernambuco, o município de Agrestina foi destaque, já que através do levamento feito pelo jornal, Agrestina foi a 5ª cidade entre as 50 que receberão recursos. O jornal atribue este resultado a boa articulação política do prefeito junto aos parlamentares federais.        No tocante ao município de Agrestina, a matéria do DP, ressaltou que:


 "O gestor de Agrestina, Thiago Nunes (PMDB), soube se movimentar. A cidade não tem nenhuma emenda individual de grande valor, mais ao garantir cinco emendas, junto a cinco parlamentares diferentes, a cidade empatou com Garanhuns no quinto lugar entre os municípios com maior valor de emendas."
    

     Com este resultado o município de Agrestina, somou um montante de R$ 3,4 milhões, conseguidas graças aos esforços do prefeito reeleito Thiago Nunes (PMDB), junto aos deputados: Adalberto Cavalcanti (PTB), João Coutinho (PSB), Jarbas Vasconcelos (PMDB) e Silvio Costa (PT do B), além do Senador Armando Monteiro (PTB). 
  Sobre as obras contempladas para Agrestina no orçamento da união, o jornal destaca que contemplam recursos para recapeamento asfáltico, reformas de campo de futebol, manutenção de unidades de saúde, estruturação de Academia da Cidade e apoio a prevenção de desastres. 
    Confira a lista dos municípios que conseguiram mais emendas parlamentares no orçamento da união para o ano de 2017:
  1. Recife R$ 201,6 milhões
  2. Palmares R$ 100 milhões 
  3. Salgueiro R$ 50 milhões
  4. Caruaru R$ 7 milhões 
  5. Agrestina R$ 3,4 milhões
  6. Garanhuns R$ 3,4 milhões
  7. Cabo de Santo Agostinho R$ 2 milhões
  8. Caetés R$ 1,6 milhão
  9. Igarassu R$ 1,55 milhão
  10. Santa Cruz do Capibaribe R$ 1,5 milhão

Thiago Nunes (PMDB)

Se compararmos Agrestina, com o vizinho município do Bonito, localizado também no Agreste, o município de Agrestina receberá praticamente 6 vezes mais, tendo em vista que Bonito recebeu emenda parlamentar no montante de apenas R$ 500 mil. Outro destaque é que poucos municípios no entorno de Agrestina, foram contemplados com emendas parlamentares. Com esta boa articulação política junto a bancada de Pernambuco, o prefeito Thiago Nunes (PMDB), tende a exercer o seu segundo mandato com a realização de diversas melhorias, tornando a cidade de Agrestina a ser modelo de gestão para diversos municípios do estado.



Por: Paulo Junior com informações do Diário de Pernambuco


domingo, 28 de agosto de 2016

Secretaria Estadual de Educação lança projeto que debate microcefalia nas escolas


Docentes participarão de formações sobre a doença


A Secretaria Estadual de Educação (SEE) começa a se preparar para receber estudante com microcefalia em todo o território de Pernambuco com o projeto “Direitos Humanos e Desenvolvimento Inclusivo: a microcefalia em debate na escola”, lançado na última quinta-feira (25), durante a Semana da Pessoa com Deficiência. O trabalho consiste em formações, a partir de rodas de diálogo, debates e grupos de estudos para os professores e gestores da Rede Estadual e municipais de ensino sobre o tema, e tem como objetivo desenvolver estratégias pedagógicas para atender este público-alvo nas escolas.
O projeto começa a ser implantado no mês de setembro e contempla, inicialmente, 13 unidades de ensino da Rede Estadual, situadas no Recife. O critério para a escolha das primeiras escolas a receberem as equipes de técnicos pedagógicos da Gerência de Educação Inclusiva e Direitos Humanos (GEIDH) foi a localidade com o maior índice da infecção. “Este é um trabalho de grande importância para o Estado. As nossas escolas devem acolher esse número expressivo de crianças e adolescentes daqui a cinco ou seis anos e os nossos professores precisam estar preparados e instrumentalizados para isso”, explica Vera Braga, gestora da Gerência de Educação Inclusiva da SEE.
De acordo com a gerente, o projeto se estenderá até 2017 e contará com o apoio das 16 Gerências Regionais de Educação do Estado (GRE). “As escolas que não foram contempladas neste momento e desejam a formação devem pedir um agendamento através da GRE. Todas serão atendidas e este assunto será sempre debatido em sala de aula daqui para frente”, detalha. As unidades de ensino que desejam mais informações devem ligar para a GEIDH, pelo número 3183-8542.
Confira a lista das primeiras escolas da Rede Estadual a receberem o projeto:
Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Apolônio Sales, Ibura, Recife
Escola de Referencia em Ensino Médio (EREM) Dom Sebastiao Leme, Ibura UR-3, Recife
Escola Marechal Eurico Gaspar Dutra, Ibura, Recife
Escola de Referencia em Ensino Médio (EREM) Professor Jordão Emerenciano, Ibura, Recife
Escola Lagoa Encantada, Cohab, Recife
Escola Monte Verde, Ibura, Recife
Escola Missionário São Bento, Ibura, Recife
Escola Professor Marcos de Barros Freire, Ibura, Recife
Escola Senador Antônio Farias, Três Carneiros, Recife
Escola Vila dos Milagres, Ibura, Recife
Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Olinto Victor, Várzea, Recife
Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Professor Cândido Duarte, Várzea, Recife
Escola Senador Novaes Filho, Várzea, Recife

Facebook:Durante o evento da Semana da Pessoa com Deficiência, a Secretaria Estadual de Educação (SEE) lançou o projeto “Direitos Humanos e Desenvolvimento Inclusivo: a microcefalia em debate na escola”, que visa criar estratégias pedagógicas para receber melhor os estudantes com a doença.

Com informações da Secretaria de Educação de Pernambuco
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